As Guerras da Atualidade

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Certo dia um grupo de rapazes de minha igreja me perguntaram sobre a possibilidade de serem convocados pelo Exército Brasileiro no caso de um possível conflito mundial, eles queriam minha opinião. Eu respondi que não enxergo essa possibilidade por achar que as guerras da atualidade não são vencidas com cinematográficos grandes contingentes, mas com ciência, sabedoria e temor a Deus.

Na verdade, acho que alguns pontos devem ser analisados. Para começar eu disse a eles que tomassem cuidado com a imposição de uma sensação de medo e pânico que a mídia pode causar. Como exemplo para isso, pedi para observarem grandes exércitos marchando exibidos por canais estatais de algumas nações, ou grandes fuselagens de mísseis exibidos em imponentes paradas militares, e perguntassem se as guerras de hoje em dia são vencidas com grandes contingentes, ou mesmo se alguém já viu voar algum daqueles mísseis, pelo menos como teste. Será que o que está sendo veiculado é real ou não passa de uma tentativa de intimidação pelos meios midiáticos?

Depois disso disse a ales que as guerras da atualidade não são vencidas com grandes contingentes como as grandes guerras da história. Hoje a guerra é através da ciência, da tecnologia. Vejam, um equipamento não tripulado podendo voar acima de voos comerciais à mais de 400Km/h e carregando consigo toneladas de explosivos que são lançados sobre alvos em movimento, com uma precisão quase perfeita. Não precisa muita gente para vencer uma guerra hoje, os grandes exércitos colocam o mínimo de soldados no campo de combate, mais lutam hoje com tecnologia, com inteligência. As nações sabem disso, e é por isso que não ousariam entrar em conflito com outras mais bem estruturadas, tecnologicamente falando.

Se bem que devemos levar em consideração que um governo não se sustenta sem o quesito popularidade e, para isso, ainda preparam seus exércitos para o combate corpo a corpo, em terra sob em diversas condições climáticas, de relevo, e sociais. Mas para o sucesso disso, o emprego de técnicas inteligentes não é dispensável, mas extremamente necessária com o objetivo de obter domínio e sucesso na imposição de uma nova ordem.

Além de todas essas coisas, há uma realidade impecável que não pode deixar de ser analisada, que é a Bíblia Sagrada, com suas verdades e características imutáveis. Quando observamos a palavra do Senhor, vemos que as armas para uma guerra, em se tratando dos que servem ao Senhor, são espirituais e se resumem no temor ao Deus todo Poderoso (Pv 9.4).

Em 2Cr 20.1-29, temos a famosa guerra contra o rei Josafá. A imposição de um jejum pelas nações que estavam sob seu comando, e a obediência às instruções do Senhor, nos faz ver um exército marchando com cantores adiante, e uma vitória esmagadora sem precisar ferir um membro sequer do seu exército, ou melhor, sem que qualquer soldado participe do combate. Em Rm 12.2, vemos o Apóstolo Paulo instruindo os destinatários de sua carta sobre a não conformação com esse mundo (mídias, sistemas, práticas…), mas fazendo menção às coisas do céu e nos instruindo para a transformação pela renovação do ‘entendimento’, para que verdadeiramente se usufrua da vontade do Senhor. Ou seja, guerras vencidas por Deus. Ainda nesse raciocínio bíblico, por que não citar quem em Dt 6.5 encontramos a repetição do mandamento que fala sobre o amor a Deus, e cita os elementos que devem considerar esse amor: coração, alma e forças; e que se compararmos ao Novo Testamento vamos encontrar em Mc 12.33 um elemento a mais que coração, alma e forças, que é o entendimento.

Bom, eu posso continuar essa sequência bíblica, e finalizá-la, embora não esgotá-la, citando o Sl 20.7: “Uns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós faremos menção do nome do Senhor nosso Deus.”

Enfim, as guerras de hoje em dia, da atualidade, não serão vencidas com contingentes marchando por aí e impondo seu modo de ser, de agir, de interpretar, impondo seus anseios e até temores. As guerras da atualidade devem ser vencidas com ciência e sabedoria, com temor, com observância às Escrituras. As guerras da atualidade só serão vencidas, se forem guerreadas para a glória de Deus. 

Mário Sérgio de Araújo Silva, é pastor auxiliar na Assembleia de Deus em Joinville/SC, Supervisor do Setor 41 daquela igreja e dirigente da congregação Estevão de Mattos. Possui formação em Sistemas de Informação, Direito e Teologia.